Mobilidade Urbana na Copa

Obras BRT Rio de JaneiroObras BRT Rio de Janeiro                                                              Crédito: Portal Aprendiz
O Portal Aprendiz publicou a reportagem “Copa: legado está na forma como as pessoas enxergam o transporte e não nas obras de mobilidade” na qual faz um balanço dos recursos investidos na preparação do país para receber o Mundial da FIFA 2014, apontando o que avançou em termos de mobilidade urbana.

Segundo o Portal, o governo federal aportou o montante de R$ montante de R$ 4,4 bilhões para a execução de 45 obras de mobilidade previstas na Matriz de Responsabilidades, documento que continha as obras de infraestrutura que deveriam ser realizadas para o Mundial. Somado aos investimentos estaduais, municipais e do Distrito Federal, esse valor atinge R$ 8,02 bilhões. O balanço é do Portal da Transparência, site que divulga as despesas relativas ao megaevento.

As construções programadas baseavam-se principalmente em corredores exclusivos, obras de Bus Rapid Transit (BRT) e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), estações de metrô, terminais de ônibus, Centrais de Controle de Tráfego (CCT) e expansão de avenidas no entorno dos estádios. “As obras de mobilidade, tanto da Copa quanto das Olimpíadas, não atendem as demandas que as populações das cidades lutam há muito tempo”, afirma Monique Felix, militante do Movimento Passe Livre (MPL). Ela acredita que, apesar de o discurso oficial priorizar o transporte coletivo, muitos dos projetos contemplavam a construção de vias que ainda apostam em um modelo de transporte individual – no total, o governo brasileiro projetou 134 quilômetros de infraestrutura exclusivamente rodoviária.

Já o pesquisador Juciano Rodrigues, do Observatório das Metrópoles, argumenta que as promessas para a mobilidade urbana serviram para convencer a população de que valeria a pena gastar volumosos recursos públicos no megaevento – inclusive nas intervenções de pouco valor social, como muitos dos estádios construídos em cidades com pouca tradição futebolística. “Há um enorme abismo entre o que foi prometido e o que de fato foi construído. Ou seja, se exige um legado social, ele é incompleto”, aponta.

Leia a matéria completa no site do Portal Aprendiz.

 

Publicado em Notícias | Última modificação em 30-09-2014 16:14:44

 

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