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Representando a mais alta esfera acadêmica, a pós-graduação tem amplo peso em relação às representações sociais. E, embora as políticas de ações afirmativas tenham como intuito promover a inclusão de negras e negros, bem como outros grupos sociais vulnerabilizados, ainda é perceptível as dificuldades encontradas para ocuparem esses espaços. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontam que mestrandos e doutorandos negros não chegam a 30% do total de alunos da pós-graduação. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ), onde está sediado o Observatório das Metrópoles, adota desde 2016 cotas raciais para o ingresso em seus programas de mestrado e doutorado. O avanço dessa discussão contempla os múltiplos aspectos referentes à permanência desses alunos na pós-graduação, incluindo questões econômicas, de representatividade, entre outras. Para fomentar e contribuir com essa reflexão, especialmente no campo do Planejamento Urbano e Regional, entrevistamos Ana Cristina dos Santos Araújo, Soraya Simões e Renato Emerson Nascimento dos Santos, todos integrantes do IPPUR/UFRJ e ativistas da luta por igualdade racial. Confira!
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