Apresentação

O Observatório das Metrópoles é um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que trabalha de forma sistemática e articulada sobre os desafios metropolitanos colocados ao desenvolvimento nacional, tendo como referência a compreensão das mudanças das relações entre sociedade, economia, Estado e os territórios conformados pelas grandes aglomerações urbanas brasileiras.

Organização

Os INCTs são grupos de pesquisa na fronteira da ciência, ocupando uma posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. O programa é conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

Atualmente, a rede nacional do Observatório das Metrópoles está organizada em 21 núcleos regionais (saiba mais sobre a Rede Nacional), sob a coordenação de Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro (UFRJ). Além do campo acadêmico, o Observatório reúne instituições e pesquisadores dos campos governamental e não governamental.

Nessa perspectiva, o INCT Observatório das Metrópoles procura aliar suas atividades de pesquisa e ensino com a realização de atividades que contribuam para a atuação dos atores governamentais e da sociedade civil no campo das políticas públicas voltadas para o urbano-metropolitano.

Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, coordenador nacional da rede Observatório das Metrópoles.
Orlando Alves Santos Junior, coordenador do INCT Observatório das Metrópoles (2025-2030).

Nosso atual programa de pesquisa, intitulado “Transformações da ordem urbana e desafios para o desenvolvimento urbano igualitário, justo, inclusivo e ambientalmente sustentável”, é coordenado por Orlando Alves dos Santos Junior (UFRJ). O programa tem por objetivo dar continuidade e desdobramentos às atividades de pesquisa, formação de recursos humanos, extensão e transferência de resultados para a sociedade e para os governos envolvidos com a questão metropolitana.

Por envolver grupos de pesquisas distribuídos em todas as cinco Grandes Regiões do país (Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul), as atividades de pesquisa que desenvolvemos permitem aprofundar o conhecimento da diversidade da realidade metropolitana do país e suas relações com as desigualdades regionais.

Histórico - Parte 1: a origem

O Observatório das Metrópoles tem origem no projeto “Avaliação da Conjuntura Social e do Desempenho das Políticas Públicas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro” cujo objetivo era analisar as transformações do quadro de carências e desigualdades sociais no território metropolitano ao longo da década de 1980, financiado pelo Banco Mundial e Prefeitura do Rio de Janeiro. Este projeto possibilitou a constituição de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) e o Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (PROURB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a organização não governamental Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional (FASE), tendo como temática central a reflexão sistemática sobre novos desafios metropolitanos do modelo de política urbana desenhada na Constituição Federal de 1988 e afirmado com a constituição do Movimento Nacional da Reforma Urbana, diante das transformações econômicas do final dos anos 1980.

Em 1996, este projeto foi ampliado com a obtenção de financiamento da FINEP (Plano de Ação para a Área Social – FNDCT/FINEP/BID/880/OC-BR), cujo objetivo foi avaliar os impactos metropolitanos no Rio de Janeiro do ajuste macroeconômico e da reestruturação produtiva.

Em 1997, transformou-se em Núcleo de Excelência integrante do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Edital nº 2 do PRONEX/CNPq), com o projeto “Metrópole, Desigualdades Sócio-espaciais e Governança Urbana”, que recebeu aprovação para ser desenvolvido nos períodos 1998-2003 e 2003-2006. Nesse momento, expandimos o âmbito de atuação por incorporar as metrópoles de São Paulo e Belo Horizonte em nosso programa de trabalho. Em parceria com a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (FAFICH/UFMG), a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), o Núcleo de Estudos e Pesquisas Urbanas (NEPUR) da PUC-SP e com o apoio do Centre de Sociologie Urbaine (CSU), do URBANDATA/IUPERJ, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação João Pinheiro, desenvolvemos um projeto de pesquisa comparativa dirigido à avaliação dos impactos sociais, territoriais e políticos das políticas de ajuste estrutural e reestruturação produtiva. Começamos, portanto, tomando como referência as principais metrópoles que integram o espaço econômico, nas quais, desde a metade dos anos 70, vinha se configurando um novo polígono de concentração das atividades produtivas, delimitado por Belo Horizonte, Uberlândia, Londrina/Maringá, Porto Alegre, Florianópolis e São José dos Campos.

Seminário “Território, Coesão Social e Governança Democrática” (2007).

O Observatório das Metrópoles foi inserido no Programa Institutos do Milênio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2006, através do projeto “Observatório das Metrópoles: território, coesão social e governança democrática – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Natal, Goiânia e Maringá”. Os recursos do referido programa possibilitaram a expansão do escopo de investigação da rede, ampliando sua contribuição: (i) à circulação nacional de competências acadêmicas nas áreas da pesquisa e ensino; (ii) ao conhecimento sistemático e comparativo da problemática metropolitana brasileira, levando em consideração a diversidade regional do país; (iii) à formação de recursos humanos; e, (iv) ao aumento da importância na questão metropolitana na agenda pública brasileira em razão do seu esforço de transferência dos resultados das suas atividades de pesquisa e ensino à sociedade e aos governos.

Seminário “Metrópoles na América Latina” (2010).

Em 2009, após doze anos de construção de uma rede nacional de pesquisa, presente em doze grandes aglomerações urbanas e nas cinco Grandes Regiões do país, o Observatório das Metrópoles se tornou um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). A proposta do INCT foi substituir o Programa Institutos do Milênio, ampliando a produção das redes a partir de uma maior participação das fundações estaduais de amparo à pesquisa. O objetivo dos INCTs tem sido ocupar uma posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, tanto pela sua característica de ter um foco temático em uma área de conhecimento para desenvolvimento em longo prazo, como pela complexidade maior de sua organização e porte de financiamento.

Histórico - Parte 2: o primeiro edital INCT

Desse modo, o INCT Observatório das Metrópoles passou a integrar o conjunto de 102 centros de excelência em pesquisa do país e teve o seu mérito reconhecido, entre outros, por apresentar:

  1. Pesquisa de Excelência Acadêmica com Alta Produtividade. 

Apresentamos a continuidade, expansão e consolidação do Programa Institutos do Milênio (2005-2008), tendo recebido na avaliação do CNPq o reconhecimento como um dos grupos de pesquisa em rede “mais bem estruturados do país no que diz respeito aos estudos urbanos. Apresenta uma sólida rede nacional de instituições e pesquisadores de universidades espalhadas por todo o território brasileiro, contribuindo tanto na perspectiva metodológica como em seus resultados para conhecimento de aspectos fundamentais dos processos urbanos em curso em nossa sociedade.” Outros indicadores também confirmam a excelência: a) publicação ao longo da sua existência de 599 trabalhos no exterior, em anais, capítulos de livros e artigos (conforme os resultados do Programa INCT 2009-2016); b) mais de 40 números semestrais do único periódico científico brasileiro especializado no tema – Cadernos Metrópole – Qualis Nacional A da CAPES; c) mais de 30 números trimestrais da revista eletrônica de estudos urbanos e regionais e-metropolis.

  1. Rede Nacional, Multidiciplinar e Multiescalar.

Através dos núcleos regionais, compostos por equipes de pesquisadores e bolsistas que agregam e desenvolvem os projetos no âmbito do INCT, abordamos os contextos locais e regionais. A produção de resultados comparáveis tem nos permitido a identificação de tendências convergentes e divergentes entre as diferentes metrópoles, geradas pelos efeitos das transformações econômicas, sociais, institucionais e tecnológicas pelas quais tem passado a sociedade brasileira nos últimos 20 anos. Acreditamos que o conhecimento acumulado e aquele que pode vir a ser gerado, nos asseguram uma compreensão mais ampla a respeito dos impactos das transformações sobre as grandes cidades brasileiras, permitindo confrontar os resultados alcançados com as tendências apontadas pelas pesquisas internacionais.

  1. Enfrentamento das disparidades regionais em Ciência, Tecnologia e Inovação. 

A trajetória da rede Observatório das Metrópoles evidencia a associação com laboratórios de pesquisas localizados nas grandes regiões do país, promovendo a circulação nacional de competências, experiências e o compartilhamento de base de dados, contribuindo no esforço de rompimento das assimetrias regionais do sistema C,T&I. Essa organização também permite a análise das diferentes regionalizações do território nacional para a definição de políticas, evidenciando que as  desigualdades intra-regionais e as diferenças entre as unidades regionais postulam a) políticas que considerem a multiplicidade de situações que prevalecem nesses territórios, sobretudo a articulação urbano-regional; e b) incentivos que estimulem a cooperação.

  1. Impactos e Efeitos multidiciplinadores.

Quanto à formação de recursos humanos, cerca de 400 pesquisadores colaboraram com o atual programa de pesquisa (INCT) entre doutorandos, estudantes de iniciação científica ou tecnológica, líderes de laboratório associados, membros do comitê gestor, mestrandos, pesquisadores, pós-doutorandos, técnicos de laboratório e administrativos. Dentro da proposta do INCT, tivemos a distribuição de aproximadamente 50 bolsas de pesquisa, sendo estas com recursos do próprio INCT/CNPq ou de outros editais, mostrando a capacidade de articulação e gestão dos líderes dos laboratórios em englobar novos pesquisadores na rede. Com isso, a formação de pesquisadores e o desenvolvimento das pesquisas puderam avançar de forma significativa, em corroboração à proposta de Formação e Fixação de Jovens Pesquisadores, além dos pós-graduandos envolvidos.

Lançamento da coleção “Metrópoles: território, coesão social e governança democrática” (2015).

No ano de 2016, o Observatório das Metrópoles concluiu o primeiro edital vinculado ao programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), e apresentou um relatório final com os resultados do período que atestam o compromisso dos nossos pesquisadores com a produção de conhecimento relacionada à temática urbana e metropolitana: foram cerca de 150 livros produzidos, mais de 700 artigos publicados em periódicos indexados, e mais a formação como pesquisadores de 300 alunos de pós-graduação — nos níveis de pós-doutorado, doutorado e mestrado — vinculados às nossas pesquisas.

Consideramos que o nosso maior resultado no período do Programa INCT (2009-2016) foi a produção da coleção “METRÓPOLES: território, coesão social e governança democrática”, com o propósito de oferecer a análise mais completa sobre a evolução urbana do país, servindo, assim, de subsídio para a elaboração de políticas públicas e para o debate sobre o papel metropolitano no desenvolvimento nacional. A coleção mostra o compromisso e o esforço dos pesquisadores do Observatório para a produção de conhecimento científico em rede relacionado ao planejamento urbano e áreas afins: são 14 livros, 169 capítulos e cerca de 270 autores das mais variadas áreas do saber analisando as transformações urbanas das principais metrópoles do Brasil no período 1980-2010, a partir de temas como organização social do território, demografia, rede urbana, dinâmicas de metropolização, moradia, mobilidade urbana, governança metropolitana, bem-estar urbano, entre outros.

Histórico - Parte 3: segundo edital INCT e os 20 anos da rede

Entre 2016 e 2025, essa atuação ganhou ainda mais notoriedade com o projeto “As Metrópoles e o Direito à Cidade: conhecimento, inovação e ação para o desenvolvimento urbano”, caracterizado por se tratar do segundo ciclo (2016-2025) de pesquisa do Observatório das Metrópoles no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O legado da rede vai além da produção científica, visto que o Observatório fortalece capacidades de planejamento urbano, contribui com gestores públicos, forma novos pesquisadores e articula saberes junto a movimentos sociais. Como plataforma de conhecimento, inovação e ação, nos constituímos uma ferramenta essencial para construir metrópoles mais inclusivas, igualitárias, democráticas e ambientalmente sustentáveis”, destacou, na época, Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro.

Em 2018, para celebrar os 20 anos de existência, promovemos o Congresso Observatório das Metrópoles 20 Anos: As Metrópoles e o Direito à Cidade: dilemas, desafios e esperanças, no Rio de Janeiro.

O congresso teve por objetivo ser um espaço de diálogo e reflexão sobre temas urbanos e metropolitanos contemporâneos. Considerando o nosso programa de pesquisa transdisciplinar orientado pelos compromissos com a produção de conhecimento crítico e a promoção da justiça social, buscamos debater:

  • Qual o pensamento acumulado pela rede Observatório das Metrópoles em sua trajetória sobre o que poderíamos denominar vagamente questão urbana-metropolitana da sociedade brasileira e as suas particularidades, enquanto integrante da periferia do sistema-mundo capitalista e a sua trajetória histórica?;
  • Quais desafios esta questão urbana-metropolitana coloca para o nosso futuro diante da crise estrutural e dos limites (internos e externos) da atual etapa do capitalismo?
Plenária do Congresso Observatório das Metrópoles 20 Anos (2018).

O evento reuniu cerca de 420 participantes de todo o país, além de diversos pesquisadores da Europa e da América Latina para discutir, durante cinco dias, temas pertinentes à questão urbana e metropolitana. Com uma programação diversificada, foram organizadas mesas-redondas com a participação de convidados externos, simpósio aberto à participação de pesquisadores interessados em discutir e apresentar o andamento de suas pesquisas, além de feira científica com a exposição das atividades desenvolvidas pelos núcleos que integram a rede do INCT Observatório das Metrópoles.

Confira o vídeo exibido na abertura do evento:

Histórico - Parte 4: a pandemia e a incidência no debate público

Entre 2020 e 2021, a pandemia de Covid-19 marcou profundamente a agenda de pesquisa do Observatório das Metrópoles, ao mesmo tempo em que intensificou e acelerou transformações estruturais já em curso nas escalas global e nacional.

No plano internacional, essas transformações se relacionam à crise estrutural do capitalismo, marcada pela financeirização da economia e pelas mudanças na geopolítica global. No contexto brasileiro, esse período foi caracterizado pelo aprofundamento da crise econômica e social, pelo aumento das desigualdades e pela emergência de novas dinâmicas políticas, intensificadas pela crise sanitária.

Diante desse cenário, o Observatório das Metrópoles passou a enfrentar o desafio de interpretar mudanças rápidas e complexas, buscando produzir conhecimento capaz de compreender essas transformações e contribuir para o debate público. Esse esforço reforça o compromisso da rede com a produção de conhecimento crítico orientado por princípios democráticos, redistributivos e voltados à justiça social.

Nesse contexto, foi organizado o II Congresso Observatório das Metrópoles, intitulado “O Futuro das Metrópoles e as Metrópoles no Futuro”, concebido como um espaço de reflexão coletiva sobre as mudanças em curso e seus impactos sobre a agenda de pesquisa da rede.

O Congresso foi estruturado em dois momentos complementares:

No período pós-pandemia, em 2022, o Observatório das Metrópoles aprofundou sua atuação com o projeto “Reforma Urbana e Direito à Cidade”, desenvolvido em um contexto eleitoral estratégico no país. O projeto buscou articular reflexão crítica e incidência política, contribuindo para o debate sobre a reconstrução nacional a partir da perspectiva urbana.

A curto prazo, o projeto teve por objetivo pensar as políticas urbanas em articulação com os seguintes objetivos: proteção da vida e do bem viver; defesa do trabalho e da renda com bem-estar social; garantia de acesso a bens comuns; ampliação de acesso a bens públicos; retomada do crescimento econômico e a defesa do Estado e da democracia. Já a longo prazo, o objetivo foi atualizar o programa da reforma urbana e direito à cidade aos objetivos e promover uma revolução social no campo e na cidade.

Como resultado, foram publicados 17 livros contendo um balanço crítico sobre os caminhos e desafios nas metrópoles sobre as quais incidem o programa de pesquisa da rede. Foram mais de 300 pesquisadores envolvidos na produção dessas obras, que apresentam um diagnóstico e, ao mesmo tempo, propõem estratégias para a retomada do projeto da Reforma Urbana e do Direito à Cidade, de extrema importância para a sociedade brasileira, mas, também, sob a ótica dos desafios que a sociedade está confrontada para a retomada do desenvolvimento. Para além dos livros, também realizamos diversas ações de incidência política, como artigos de opinião na imprensa (publicados no Le Monde Diplomatique e Brasil de Fato), fóruns locais e ciclo de debates online.

Confira a coletânea e o site do projeto “Reforma Urbana e Direito à Cidade”.

Histórico - Parte 5: o terceiro edital INCT e o novo ciclo de pesquisa

Em 2025, o Observatório das Metrópoles foi contemplado pela terceira vez no Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), iniciando um novo ciclo de atuação da rede.

Esse novo período, com duração de cinco anos, é orientado pelo programa de pesquisa intitulado “Transformações da ordem urbana e desafios para o desenvolvimento urbano igualitário, justo, inclusivo e ambientalmente sustentável”, que busca aprofundar e atualizar a compreensão sobre as dinâmicas urbanas contemporâneas.

De um lado, o programa propõe a atualização do diagnóstico da ordem urbana brasileira, investigando as transformações territoriais, sociais e políticas em curso, bem como seus impactos nas diferentes escalas do processo de metropolização. Entre os principais eixos de análise, destacam-se as tendências de exclusão social, o agravamento das desigualdades e os desafios associados à sustentabilidade ambiental, em um contexto marcado por mudanças estruturais do capitalismo global, como a desindustrialização, a reprimarização da economia, as transformações digitais e a crise climática.

De outro lado, o Observatório das Metrópoles busca contribuir para a construção de estratégias de desenvolvimento urbano, a partir do diálogo com experiências nacionais e internacionais inovadoras. O objetivo é apoiar a formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas que fortaleçam o papel das metrópoles como espaços centrais para o desenvolvimento do país.

Nesse novo ciclo, a atuação da rede reafirma seu caráter interdisciplinar e colaborativo, articulando de forma integrada atividades de pesquisa, formação de recursos humanos, divulgação científica e transferência de conhecimento. Dessa forma, o Observatório das Metrópoles segue consolidando sua trajetória como uma plataforma de produção de conhecimento e ação, voltada ao enfrentamento dos desafios urbanos contemporâneos e à promoção de cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis.

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