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As transformações aceleradas pela pandemia colocaram em destaque o trabalho do cuidado e a importância das políticas públicas sociais em todo o mundo. A chamada "Economia do Cuidado" inclui atividades econômicas relacionadas a alojamento, alimentação, saúde, educação, assistência social, serviços pessoais e serviços domésticos, que fazem parte das categorias utilizadas nas pesquisas oficiais brasileiras. Trata-se de um conjunto heterogêneo, que inclui desde trabalhadores mais vulneráveis, como os domésticos, até melhores remunerados e com maior status social, como médicos e professores universitários. Em artigo, Claudia Monteiro Fernandes, pesquisadora do Núcleo Salvador, analisa o tema a partir da estrutura social das metrópoles brasileiras, destacando a necessidade de superar a abordagem dominante de classe social e considerar no debate as desigualdades regionais, raciais e de gênero.
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