Aprovado no Senado com 67 votos e nenhum contrário, o "PL da Misoginia" reacende o debate sobre a criminalização do ódio contra mulheres no Brasil. Se nomear é um ato de poder, a nova lei tem efeito simbólico e pedagógico inegável, afirma Mariana Mazzini, pesquisadora do Núcleo Rio de Janeiro.
No entanto, Mazzini destaca que depender do direito penal para produzir igualdade de gênero, em uma sociedade marcada por desigualdades de raça e classe, tem custos que precisam ser enfrentados. De acordo com ela, a criminalização pode ser um avanço, desde que venha acompanhada de políticas de prevenção, proteção e transformação cultural.