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De todas as medidas adotadas para conter o coronavírus no Brasil, a suspensão das atividades escolares está entre as de maior impacto. Além do potencial de diminuir drasticamente o movimento e a interação nas grandes metrópoles, essa suspensão impõe uma mudança radical nos modos como a vida é conduzida. Nesse contexto, estabeleceu-se um intenso debate em torno do que fazer nas circunstâncias de interrupção das atividades escolares. Nenhuma análise, no entanto, pode deixar de lado os condicionantes do acesso desigual a oportunidades educacionais no país – toda e qualquer solução precisa considerar as desigualdades urbanas, regionais, raciais, de gênero, dentre outras, que moldam nossa estrutura social. Além disso, é necessário ter em vista os componentes fundamentais da crise, ou melhor, das crises que estão em curso e que vão muito além da urgente dimensão sanitária.
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