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Novamente as chuvas assolam as cidades brasileiras e as autoridades invariavelmente alegam as mesmas razões: a combinação de eventos climáticos incomuns e a irracionalidade da população que ocupa áreas de risco e não cuida dos seus resíduos sólidos. No entanto, a razão decorre da lógica de gestão das nossas cidades, onde o planejamento, a regulação e a rotina das ações são substituídos por um padrão de operações por exceção, com organismos públicos fragilizados. Estamos diante dos resultados de uma gestão urbana catastrófica. Para Luiz Cesar Ribeiro, coordenador do Observatório das Metrópoles, o clima de catástrofe cria um ambiente que justifica uma reforma urbana. Ribeiro então propõe uma espécie de New Deal Urbano, política que concentraria investimento na reforma estrutural das cidades, criando simultaneamente bem-estar coletivo, emprego, renda e crescimento.
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