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As principais áreas metropolitanas contêm quase 40% da população brasileira, concentram grande parte da riqueza nacional, mas também sérios e preocupantes indicadores sociais. Este contraste possui uma lógica que se baseia nas assimetrias sociais construídas há décadas e que reproduzem a desigualdade no acesso aos serviços públicos territoriais. A gestão territorial, partindo da governança, reconhece que esta tarefa não é exclusiva deste ou daquele ente, mas sim realizada de forma cooperada, coordenada pelo Estado e conduzida por outros atores sociais diversos. Em artigo, Alexsandro Cardoso da Silva, Maria do Livramento Clementino e Lindijane de Souza Almeida destacam que os chamados "problemas de interesse comum" precisam ser enfrentados com "soluções compartilhadas" e integradas, a partir de uma agenda que recomponha a capacidade governativa e busque novos arranjos em torno dos projetos territoriais. O texto integra a coluna "Reforma Urbana e Direito à Cidade: os desafios do desenvolvimento", parceria com o Le Monde Diplomatique Brasil.
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