Florianópolis

A classificação de Florianópolis como metrópole ocorreu recentemente, a partir do estudo “Regiões de Influência das Cidades” (REGIC 2018), do IBGE, que inseriu a capital catarinense no grupo das 15 metrópoles brasileiras. Esse reconhecimento põe em evidência os processos de integração funcional já observados em escala regional e reforça a importância de Florianópolis na articulação de fluxos populacionais, econômicos e institucionais na rede urbana de Santa Catarina e do sul do país.

A condição metropolitana de Florianópolis apresenta características que, ao mesmo tempo em que aproximam a cidade de outras metrópoles brasileiras, também a singularizam e demandam abordagens analíticas específicas. A configuração insular de parte do território impõe restrições significativas à expansão urbana, ao passo que amplia a exposição a riscos ambientais associados às mudanças climáticas, como inundações, movimentos de massa e erosão costeira. Paralelamente, os vínculos funcionais da metrópole com a rede de cidades do litoral norte catarinense — marcada por intensa produção imobiliária e forte dinâmica turística — ampliam o campo de análise para além da escala local, exigindo a compreensão de processos inter-regionais que caracterizam metrópoles brasileiras de porte médio.

A criação do Núcleo Florianópolis do Observatório das Metrópoles, em 2025, responde às demandas por estruturas de pesquisa capazes de acompanhar essa crescente complexidade urbana, integrando redes de pesquisa consolidadas em universidades e institutos catarinenses ao longo das últimas duas décadas.

Estruturado como um arranjo interinstitucional, o Núcleo Florianópolis reúne quatro organizações: a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), a Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB) e o Instituto Cidade e Território. Essa composição confere ao núcleo vocação interdisciplinar e alcance regional, articulando perspectivas diversas sobre a metrópole litorânea catarinense e sobre centros urbanos do interior que mantêm vínculos funcionais com a capital. Viabiliza, ainda, a inserção da produção científica local na rede nacional de pesquisadores, núcleos e instituições que compõem o Observatório das Metrópoles — contribuindo para a análise comparada das transformações territoriais e aprimoramento de instrumentos de planejamento e governança em escala metropolitana.

Instituições Integrantes

  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFCS)
    • Departamento de Arquitetura e Urbanismo;
    • Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo;
    • Programa de Pós-Graduação em Geografia;
  • Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
    • Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental
  • Universidade Regional de Blumenau

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