Como o rentismo e o neoextrativismo estão redesenhando o espaço urbano brasileiro? Essa é a questão que orienta um grupo de pesquisa idealizado por Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, coordenador da rede do INCT Observatório das Metrópoles. Dedicado a analisar as transformações recentes no território do país, o coletivo se reúne pelo menos duas vezes ao mês, com o objetivo de analisar os nexos entre o padrão de acumulação rentista-neoextrativista e a reestruturação da ordem urbano-regional brasileira. Além de Ribeiro, o pesquisador Nelson Diniz (Núcleo Rio de Janeiro) é um dos responsáveis pela organização da iniciativa, que reúne 22 pesquisadores de diferentes regiões do país.
O grupo de pesquisa mantém um blog com registros de sua trajetória, reunindo atas, encontros, trocas e processos. Mais do que um arquivo administrativo, o espaço funciona como um ambiente de acompanhamento das ideias em construção, das decisões compartilhadas e dos caminhos da pesquisa. O grupo “O padrão de acumulação rentista-neoextrativista e a reestruturação da ordem urbano-regional: novas tendências, dinâmicas e morfologias socioterritoriais” é resultado do acúmulo crítico de uma trajetória de pesquisa do Observatório. De acordo com os coordenadores, no Brasil do século XXI, a substituição do modelo industrial por esse novo padrão tem redefinido o uso do território, reorganizado as cidades e reconfigurado as relações entre Estado, capital e sociedade.
O projeto teve como ponto de partida a coletânea “A nova urbanização dependente no capitalismo rentista-neoextrativista”, que sistematizou evidências de uma profunda inflexão no padrão de desenvolvimento urbano e regional do país. Para analisar essas transformações, o projeto se organiza a partir de sete hipóteses analíticas, que estruturam a reflexão teórica e empírica: urbanização planetária e/ou extensiva; homogeneização capitalista do território; urbanização subdesenvolvida; fragmentação do território e da nação; processos simultâneos de desconcentração e reconcentração urbana; articulação entre precariedade do trabalho e da vida urbana e promoção estatal do novo padrão de acumulação. Essas hipóteses iluminam diferentes dimensões da reestruturação urbano-regional em curso no Brasil e orientam as estratégias analíticas da pesquisa.

Segundo os coordenadores, o projeto se desenvolve em três etapas: uma reunião inicial, o aprofundamento do marco teórico com pesquisadores convidados e, por fim, o acompanhamento das propostas de capítulos da coletânea. Após o encontro de abertura, realizado dia 04 de março, estão previstos debates temáticos, seguidos de um momento de balanço, previsto para o dia 20 de maio, voltado à consolidação das hipóteses e fundamentos teóricos. As reuniões ocorrem remotamente, às quartas-feiras, das 9h às 11h, com média de dois encontros mensais (consulte o cronograma do grupo aqui).
Acompanhe alguns registros recentes das atividades do grupo:
- 15 de abril de 2026 – Participação: Prof. Dr. Roberto Luís de Melo Monte-Mór
- Tema: “Urbanização extensiva, reprodução do capital e transições socioespaciais”
- 1° de abril de 2026 – Participação: Prof. Dr. Fernando Cézar de Macedo
- Tema: “Nova ordem urbano-regional e padrão de reprodução do capital no Brasil contemporâneo”
- 11 de março de 2026 – Participação: Hipólita Siqueira
- Tema: “Reprimarização territorial no Brasil: implicações para o desenvolvimento regional e a urbanização em contexto de transições e policrises”














