De 23 a 30 de julho ocorrerá o II Seminário Nacional: Urbanismo, Tempo e Espaço, com o tema “Cidade e Democracia”. O evento, promovido pela Revista Políticas Públicas e Cidades, propõe um espaço para os diálogos sobre o encantamento e o desencantamento com a cidade, a partir da perspectiva dos valores democráticos e republicanos.

Além de conferências, o Seminário é composto por Simpósios Temáticos (STs), sendo possível submeter resumos para um dos STs até o dia 26 de junho:

  • ST 1 – CIDADE E GÊNERO: coexistências de corpos.
  • ST 2 – Segregação urbana e os impactos da desigualdade no acesso aos serviços públicos.
  • ST 3 – Modos de vida na Amazônia, Espaço público e Práticas de lazer no cotidiano.
  • ST 4 – A cidade e seus autores: novas formas de produção do espaço urbano.
  • ST 5 – Planejamento urbano e a construção da democracia.
  • ST 6 – Prostituição e cidades: as tensões de poder e as (re)configurações do corpo e outros territórios.

Confira as instruções para a submissão (CLIQUE AQUI).

O Seminário Nacional: Urbanismo, Tempo e Espaço é um espaço para o diálogo acadêmico entre pesquisadores da cidade. A proposta do seminário surgiu nos laboratórios de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU/USP), com pós-graduandos entre 2015 e 2019. Em 2020, foi realizado o primeiro evento, e neste ano pretendemos dar continuidade devido à importância desse espaço para o diálogo acadêmico. E no tempo presente é uma forma de resistência.

Conforme os objetivos do evento:

Há um esforço mais evidente de pesquisadores da cidade quanto aos processos de mutação no interior da sociedade, sobretudo de sociedades instituídas por valores democráticos e republicanos. Nesse sentido, o Brasil vem passando pela indeterminação do que sejam esses valores à medida que o espaço comum e compartilhável parece desaparecer ao ponto que não somos capazes do diálogo com o Outro. Se esse espaço é destituído em uma democracia, o que resta é um tempo indeterminado colocando em risco o direito à vida, à liberdade e à igualdade. Por isso, o seminário propõe um espaço para os diálogos sobre o encantamento e o desencantamento com a cidade onde o espaço comum permite sermos uma democracia com valores republicanos. O oposto é o ato de se encantar e desencantar com a cidade e a vida pública, isto é, a perda do que é estável e estabilizador de nossas relações cotidianas entre o mundo público e privado. Desse modo, é representado o modo como registramos ilusões e desilusões com o Estado, a política, os governos e as instituições, mais ainda, com o sentido coletivo de estar com o Outro e os outros. Isso significa que a cidade permite pensarmos esses processos de mutação, isto é, o campo de indeterminações em que a violência vai agenciando práticas e ações diárias de convívio e convivência. Espera-se, nesse sentido, que os simpósios e conferências possam trazer reflexões para pensarmos essa teia de relações.

Saiba mais em: sites.google.com/view/seminriodeurbanismo