Escrito por Denise Elias, professora da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e pesquisadora do Núcleo Fortaleza, o artigo “Mitos e nós do agronegócio no Brasil” discute o que a autora considera alguns dos principais mitos e nós nos quais se escora o agronegócio. Segundo Elias, para que seja possível construir uma sociedade mais justa, igualitária e democrática, é necessário que esses mitos e nós sejam desfeitos.

Publicado na revista Geousp – Espaço e Tempo, uma publicação do Programa de Pós-Graduação de Geografia Humana (PPGH) e do Programa de Pós-Graduação de Geografia Física (PPGF) da Universidade de São Paulo, o texto parte da hipótese de que os retrocessos políticos vividos no Brasil desde o golpe parlamentar de 2016 mostram a tendência ao aumento de poder dos agentes hegemônicos do agronegócio atuantes no país e, consequentemente, a propensão ao agravamento das desigualdades socioespaciais, dos conflitos e da violência no campo e nas cidades.

Nas conclusões, a autora aponta como resultado de cinco décadas de privilégios concedidos aos setores do agronegócio no
Brasil: (i) o agravamento da concentração fundiária, (ii) a expulsão e expropriação de vários povos originários, com a eliminação de muitos saberes e fazeres historicamente construídos, (iii) a expansão de monoculturas, com a devastação ambiental e a diminuição da biodiversidade, com um avassalador processo de erosão genética, (iv) a difusão de especializações territoriais produtivas, com incremento da urbanização corporativa e reorganização urbano-regional, formação de regiões produtivas compostas por campo e cidades extremamente funcionais para o agronegócio, que revelam novas faces da pobreza estrutural.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Confira o resumo:

O presente artigo parte da hipótese de que os retrocessos políticos vividos no Brasil desde o golpe parlamentar de 2016 mostram a tendência ao aumento de poder dos agentes hegemônicos do agronegócio atuantes no país e, consequentemente, a propensão ao agravamento das desigualdades socioespaciais, dos conflitos e da violência no campo e nas cidades. O principal objetivo é discutir o que consideramos alguns dos principais mitos e nós nos quais se escora o agronegócio, uma vez que julgamos que devem ser desfeitos para que possamos trilhar os caminhos para uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. A metodologia estruturou-se nos fundamentos da pesquisa qualitativa. Concluímos que as formas-conteúdo do agronegócio são contestáveis e devem ser rejeitadas e substituídas por outras.

Palavras-chave:

Retrocesso político; Agronegócio; Bancada Ruralista; Brasil

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