Núcleo Baixada Santista integra projeto dos Planos Comunitários de Redução de Risco e Adaptação Climática em Santos e São Vicente

A intensificação dos eventos climáticos extremos tem aprofundado desigualdades históricas em territórios periféricos de regiões costeiras. Na Baixada Santista, dois bairros vulneráveis são alvo de uma iniciativa inovadora: os Planos Comunitários de Redução de Risco e Adaptação às Mudanças Climáticas (PCRA), em curso no bairro São Manoel, em Santos, e na comunidade México 70, em São Vicente.

A iniciativa conta com a participação do Núcleo Baixada Santista do INCT Observatório das Metrópoles, através do pesquisador Pedro Torres, responsável direto pela coordenação do PCRA na região. O projeto conta com a colaboração da UNESP (CLP) – Laboratório LADAMPS, da Horta Bons Frutos, do Instituto Elos, do NPH Unisanta e do Climares (CEDPID/FAPESP), com financiamento da Secretaria Nacional de Periferias do Governo Federal. A experiência foi recentemente apresentada no portal The Conversation, em texto assinado por Torres e Mariana Urrestarazu de Freitas, com o argumento central de que planos comunitários são instrumentos essenciais para reduzir riscos e danos agravados pela desigualdade social.

Os dois territórios compartilham características que amplificam os impactos climáticos: urbanização sobre planícies inundáveis e manguezais, moradias sobre palafitas e infraestrutura precária. Quando chuvas intensas coincidem com maré alta e ventos severos, o chamado risco composto recai de forma desproporcional sobre as populações mais vulneráveis, somando-se ainda o risco de incêndios urbanos, favorecidos pela alta densidade habitacional e pelos materiais das construções.

O diferencial metodológico do PCRA está na articulação entre conhecimento técnico e saber comunitário. Por meio de mapeamentos participativos, moradores identificam pontos de alagamento, fragilidades habitacionais e dinâmicas ambientais locais, orientando intervenções preventivas e não apenas respostas emergenciais. A proposta reconhece que a adaptação climática se torna mais eficaz quando as próprias comunidades protagonizam a construção das soluções, integrando políticas de habitação, saneamento e ordenamento territorial à perspectiva da justiça climática.

Saiba mais em: theconversation.com/com-apoio-da-unesp-e-do-governo-plano-comunitario-promove-reducao-de-riscos-e-danos-agravados-pela-desigualdade-social

Integrantes do projeto Planos Comunitários de Redução de Risco e Adaptação às Mudanças Climáticas (PCRA) em São Manoel (Santos).
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