Observatório das Metrópoles recebe outorga da FAPERJ, CNPq e Capes para novo ciclo de cinco anos como INCT

O INCT Observatório das Metrópoles recebeu, na última sexta-feira, dia 28 de agosto, a outorga dos contemplados do Rio de Janeiro no edital dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). A entrega foi realizada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A outorga formaliza a aprovação do Observatório para um novo ciclo de cinco anos no Programa INCT.

A entrega ocorreu durante cerimônia realizada no Palácio Guanabara, reunindo autoridades, reitores e pesquisadores(as) das principais universidades fluminenses. Ao todo, 21 institutos de pesquisa receberam a certificação referente às edições de 2022 e 2024 do edital dos INCTs. A renovação consolida o Observatório como uma das principais redes nacionais de pesquisa sobre desenvolvimento urbano e questões metropolitanas. A proposta apresentada pela rede foi avaliada como “excelente” e figurou entre as 121 aprovadas de um total de 651 submetidas por grupos de pesquisa de todo o país.

Novo ciclo pretende formular respostas para os desafios urbanos contemporâneos

Na cerimônia, o coordenador do INCT Observatório das Metrópoles, Orlando Santos Junior, recebeu o certificado que marca o início de uma nova etapa da trajetória do instituto, que integra o programa pela terceira vez. Segundo ele, o novo ciclo tem como foco compreender as profundas transformações que impactam as metrópoles brasileiras e formular respostas concretas para os desafios urbanos contemporâneos.

“A importância desse novo INCT tem relação com duas dimensões. A primeira é atualizar a leitura das transformações nas metrópoles brasileiras frente a um conjunto de fenômenos que impactam as cidades brasileiras. Fenômenos que estão relacionados à economia, à política, às transformações digitais e às mudanças climáticas, e que impactam a maneira como as cidades e as metrópoles vêm sendo produzidas e geridas”, pontuou.

O coordenador destacou ainda o compromisso da rede com a formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades urbanas e à promoção do direito à cidade. “Uma segunda dimensão desse novo INCT é formular políticas que possam efetivamente contribuir com um projeto de desenvolvimento urbano tanto nos estados como no país, promovendo cidades justas, inclusivas, sustentáveis ambientalmente, democráticas e inspiradas no direito à cidade”, observou Santos Junior.

Durante a cerimônia, autoridades ressaltaram a relevância dos investimentos em ciência e inovação para o desenvolvimento do estado e do país. O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, destacou a importância da produção de conhecimento para o bem comum.

“É uma alegria saber que nós estamos produzindo conhecimento. Isso é um ponto de suma importância. Nós somos premiados com o saber que estamos desenvolvendo para o bem comum. Então, parabéns a todos vocês”, ressaltou.

A presidente da FAPERJ, Caroline Alves, também enfatizou o impacto estratégico dos institutos apoiados pela fundação. “Muito bom a gente estar hoje entregando um INCT que vai não só revolucionar, mas dar passos extremamente importantes para a organização. Isso faz com que a gente fortaleça ainda mais o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado”, mencionou.

Observatório está estruturado em 22 Núcleos Regionais distribuídos por todo o país

O projeto aprovado para o período 2025-2030 tem como título “Transformações da ordem urbana e desafios para o desenvolvimento urbano igualitário, justo, inclusivo, democrático e ambientalmente sustentável”. A proposta busca colocar a questão metropolitana no centro do debate sobre os caminhos do desenvolvimento nacional, reconhecendo o papel estratégico das grandes cidades para o presente e o futuro do Brasil.

A aprovação dá continuidade a uma trajetória consolidada de pesquisa em rede. Desde sua criação, o Observatório reúne pesquisadores(as) de diversas instituições do país e atualmente está estruturado em 22 Núcleos Regionais distribuídos por todas as regiões brasileiras. O modelo colaborativo de governança tem sido uma das marcas da rede, articulando produção de conhecimento, formação de recursos humanos, transferência de resultados para a sociedade e incidência no debate público.

O Programa INCT é uma das principais iniciativas nacionais de fortalecimento da ciência brasileira, apoiando redes de excelência dedicadas à produção de conhecimento, inovação e desenvolvimento tecnológico. Neste novo ciclo, o Observatório pretende ampliar ainda mais sua contribuição para a compreensão das transformações urbanas e para a construção de políticas públicas voltadas a cidades mais justas, inclusivas, democráticas e ambientalmente sustentáveis.