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Com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, a Prefeitura do Rio de Janeiro prometeu uma "Revolução nos Transportes" através da implementação do sistema de BRT, dos corredores dedicados aos ônibus (BRS) e do veículo leve sobre trilhos (VLT). Embora criticada, a priorização dos investimentos no transporte público coletivo parecia um caminho sem volta, alinhada à Política Nacional de Mobilidade. No entanto, agora, quase dez anos depois, a Prefeitura volta a emitir sinais contraditórios sobre os rumos da política de mobilidade na cidade com a construção do Anel Viário de Campo Grande. Em artigo, Clarisse Linke (ITDP Brasil) e Juciano Rodrigues (Observatório das Metrópoles), apontam que o projeto privilegia a circulação por transporte individual, a despeito dos impactos negativos já amplamente documentados. Segundo os autores, que integram o Conselho de Transportes da Cidade do Rio de Janeiro, houve pouquíssimo espaço para debater com a sociedade se o investimento beneficiará de fato quem mais precisa e se está condizente com os princípios da mobilidade urbana sustentável.
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