O Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), criada em 2008, que reúne redes cooperativas e interdisciplinares de pesquisa dedicadas a temas estratégicos para o desenvolvimento do país.
Desde sua criação, o Observatório das Metrópoles analisa as dinâmicas urbanas a partir de uma perspectiva crítica e inovadora, pautada pelo direito à cidade. Entre 2016 e 2025, essa atuação ganhou ainda mais notoriedade com o projeto “As Metrópoles e o Direito à Cidade: conhecimento, inovação e ação para o desenvolvimento urbano”, caracterizado por se tratar do segundo ciclo (2016-2025) de pesquisas no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O primeiro ciclo foi desenvolvido entre 2009 e 2016, resultando na coletânea “Metrópoles: transformações na ordem urbana”, além de 150 livros publicados, mais de 700 artigos em periódicos indexados e formação de 300 alunos de pós-graduação.
“O legado da rede vai além da produção científica, visto que o Observatório fortalece capacidades de planejamento urbano, contribui com gestores públicos, forma novos pesquisadores e articula saberes junto a movimentos sociais. Como plataforma de conhecimento, inovação e ação, nos constituímos uma ferramenta essencial para construir metrópoles mais inclusivas, igualitárias, democráticas e ambientalmente sustentáveis”, argumenta Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, coordenador nacional da rede do Observatório das Metrópoles.
Esta é a pergunta norteadora do terceiro ciclo de pesquisa do INCT Observatório das Metrópoles. Pelos próximos cinco anos (2025-2030), a rede vai trabalhar no projeto intitulado “Transformações da ordem urbana e desafios para o desenvolvimento urbano igualitário, justo, inclusivo, democrático e ambientalmente sustentável”, sob a coordenação de Orlando Alves Santos Junior (UFRJ). A proposta foi enviada ao CNPq no final de 2024 e o Observatório foi um dos 121 projetos aprovados, com excelente avaliação dos pareceristas.
O intuito do projeto é contribuir para colocar os objetivos do desenvolvimento urbano das nossas metrópoles no centro do debate sobre os desafios, caminhos e estratégias do desenvolvimento nacional, a partir do reconhecimento da importância da dinâmica metropolitana como elemento crucial para pensar o presente e o futuro da nação brasileira. Este objetivo contém dois eixos:
No primeiro eixo, será atualizada a análise anterior quando se iniciavam as mudanças estruturais da sociedade brasileira aceleradas no período recente, sistematizada em várias publicações, em especial, na coleção “Transformações na Ordem Urbana Brasileira”, composta por 14 livros, 169 capítulos e cerca de 270 autores. Nessa perspectiva, busca-se incorporar temas emergentes como o novo regime demográfico, as transformações digitais, mudanças climáticas, a transição energética e a expansão das formas criminais e de apropriação criminosa dos territórios.
No segundo eixo, através de estudos de casos e de atividades de cooperação e intercâmbio, buscaremos a apropriação crítica de inovações presentes nas experiências internacionais, em especial nos países do Sul Global, envolvendo a América Latina, a África e a Ásia, com destaque para a experiência de urbanização que vem ocorrendo na China. Tal destaque decorre do fato deste país ter adotado, nas últimas décadas, uma estratégia de desenvolvimento urbano como ferramenta para a promoção de um novo padrão de desenvolvimento nacional.
Nesse contexto, o presente programa tem como objetivos específicos:
“Transformações da ordem urbana e desafios para o desenvolvimento urbano igualitário, justo, inclusivo e ambientalmente sustentável“.
Linha 1: Reestruturação Urbano-Regional sob o Capitalismo Rentista-Extrativista
Linha 2: Segregação Residencial, Desigualdade e Reprodução Social
Linha 3: Governança Metropolitana, Justiça Social e Participação
Linha 4: Programa Nacional de Formação Multidisciplinar
Linha 5: Internacionalização e Cooperação Sul-Sul
Linha 6: Transferência de Conhecimento para Políticas Públicas
Linha 7: Difusão do Conhecimento para Movimentos e Organizações Sociais
Linha 8: Divulgação Científica e Popularização do Conhecimento
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