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Muito embora Lula tenha obtido, no dia 2 de outubro, seu melhor desempenho em eleições presidenciais, angariando 57 milhões de votos, com 48% dos votos válidos contra 43% atribuídos a Bolsonaro, o conjunto dos resultados traz enormes preocupações em relação não só ao desfecho da eleição, mas, também, ao futuro da democracia no País. Além do inesperado desempenho de Bolsonaro, deve-se destacar o crescimento expressivo do partido do presidente, o PL, que se tornará o primeiro partido tanto na Câmara como no Senado. Com um Congresso e os principais estados da Federação com orientação à direita, Lula certamente estará obrigado, para ter viabilidade eleitoral no segundo turno, a empreender uma guinada ainda mais ao centro e a fazer acenos aos setores conservadores. Em artigo, Nelson Rojas de Carvalho analisa como, diante deste cenário, o lulismo pode ser reeditado. O texto integra a coluna "Reforma Urbana e Direito à Cidade: os desafios do desenvolvimento", parceria com o Le Monde Diplomatique Brasil. Confira!
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