|
Após dois anos de espera por conta de uma pandemia que parecia não acabar, o carnaval de 2023 chegou e, junto com ele, chegaram as disputas e os embates que há anos rondam a maior manifestação cultural do Brasil. Em meio às discussões sobre fornecimento de banheiros, fechamento de ruas, organização do trânsito e monopólio de venda de bebidas, nenhuma delas é mais central do que a disputa sobre o sentido do carnaval de rua, ou seja, como ele deve ser tratado: apenas como um evento com apelo turístico ou como uma manifestação cultural com múltiplas dimensões, sendo a econômica apenas uma delas? Em artigo, a pesquisadora Fernanda Amim Machado (Núcleo Rio de Janeiro) reflete sobre a concepção do carnaval carioca, a partir do caso do Cordão do Boitatá. Segundo a autora, o poder público se limita a entender o carnaval enquanto produto da indústria do turismo, negligenciando a essência da festa: a sua dimensão cultural. Confira!
|