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O arquiteto Frederico de Holanda, pesquisador do Núcleo Brasília e professor titular aposentado da UnB, apresenta neste ensaio suas reflexões, a partir de duas inquietações: a confusão reinante entre a descrição da realidade e a sua avaliação, e, como resultado da primeira, a crítica que desconsidera a cidade como lugar socialmente produzido, configurado mediante padrões reconhecíveis e apropriado diferentemente pelos sujeitos sociais. A partir do caso da Capital Federal, mas com observações que são generalizáveis para o país, Holanda destaca a separação entre entender o mundo como é – o âmbito da realidade objetiva, captável pela Ciência – e a escolha do mundo deveria ser – o âmbito dos nossos valores e desejos, em outras palavras, o mundo do projeto, que vislumbra futuros lugares, afeto à Ética.
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