|
Os dados referentes ao último trimestre de 2022, liberados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consolidam uma tendência que já vinha sendo observada nas regiões metropolitanas brasileiras: recuperação da renda do trabalho das famílias combinada a uma inclinação de piora da desigualdade. Entre o primeiro e o último trimestres de 2022, a média da renda domiciliar per capita do trabalho subiu 13%, indo de R$1.455 para R$1.644. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda, medida pelo coeficiente de Gini, subiu de 0,613 para 0,620, com três altas consecutivas. A principal explicação para esse resultado, indicam os dados, se encontra no fato de que os mais ricos têm se aproveitado mais do crescimento da renda que os mais pobres. As informações estão na décima segunda edição do "Boletim Desigualdade nas Metrópoles", produzido em parceria pelo PUCRS Data Social, o Observatório das Metrópoles e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).
|