Publicado na Revista Sociedade e Estado do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), o artigo “Uma sociologia das políticas de waterfront regeneration no Brasil: análise de três casos emblemáticos” discute o tema das políticas de waterfront regeneration (WR) e propõe uma sociologia política dos processos institucionais de produção de tais intervenções, a partir dos projetos do Porto Maravilha (RJ), Cais Mauá (RS), Porto Novo e Novo Recife (PE).

Escrito por Luciano Fedozzi (UFRGS) e Mariana Vivian (UFRGS), pesquisadores do Observatório das Metrópoles Núcleo Porto Alegre, o texto discute o tema das políticas de transformações urbanas denominadas “revitalizações urbanas”, e, mais especificamente, aborda as políticas de WR como fenômeno sociológico contemporâneo de abrangência global, com reflexos nas cidades brasileiras.

Considerando três casos, nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, locais onde tais políticas adquiriram um caráter mais sólido e emblemático, a pesquisa conclui que a despeito das particularidades de cada um dos casos, pode ser identificado um enquadramento geral das políticas de WR no Brasil, fornecendo uma chave de leitura comum aos processos institucionais de produção de “revitalizações” urbanas estudados.

Projeto Cais Mauá, em Porto Alegre. Imagem de Mariana Vivian (2016).

A seguir, confira o resumo do artigo:

Este artigo discute o tema das políticas de waterfront regeneration (WR) no Brasil. Especificamente, propõe uma sociologia política dos processos institucionais de produção de tais intervenções através da análise dos casos dos projetos Porto Maravilha, no Rio de Janeiro (RJ), do Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), e do Porto Novo e Novo Recife, em Recife (PE). Para tanto, articula uma leitura teórica de diferentes abordagens direcionadas aos fenômenos do político e do urbano a uma pesquisa empírica qualitativa de estudo de casos múltiplos baseado em análises documentais e entrevistas. Ao final, propõe um modelo analítico para interpretação dos casos com base na síntese teórica desenvolvida e, especialmente, na perspectiva neoinstitucionalista, e apresenta um enquadramento possível de leitura dos processos de produção de tais políticas no Brasil.

Acesse o artigo completo, CLIQUE AQUI.

O artigo extrai elementos da dissertação de mestrado “Transformações urbanas no século XXI: trajetórias e produção institucional das políticas de waterfront regeneration no Brasil“, defendida por Mariana Vivian no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGS/UFRGS).