|
Em entrevista para o Instituto Humanitas Unisinos (IHU), Camila D’Ottaviano, pesquisadora do Observatório das Metrópoles Núcleo São Paulo, falou sobre os problemas habitacionais do país no contexto de ausência do Estado e de políticas públicas específicas. Para a pesquisadora, a defasagem de dados públicos sobre o tema também dificulta a compreensão sobre as reais condições de moradia da população brasileira. Dentre as questões abordadas, D’Ottaviano comentou sobre a urbanização de favelas, despejos, autogestão da habitação e direito à cidade, destacando que o contexto da pandemia escancarou a enorme desigualdade social do Brasil e que as perspectivas para 2022 são ruins. "A expectativa é que despejos que estavam paralisados voltem a acontecer. A ausência de políticas habitacionais e o encerramento do Minha Casa Minha Vida aumentam a perspectiva negativa", afirma.
|