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A sétima edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles mostra que a média de rendimentos dos 10% mais ricos alcançou o pior nível de toda a série histórica. Ao mesmo tempo, a desigualdade, mensurada através do coeficiente de Gini, vem apresentando tendência de melhora. A redução da desigualdade de renda, na conjuntura dos mais ricos perdendo renda e dos mais pobres se recuperando, não representa, no entanto, uma situação desejável. "Não é justiça distributiva, os mais pobres continuam ganhando pouco e os mais ricos passaram a ganhar menos", afirma Marcelo Ribeiro (IPPUR/UFRJ), um dos coordenadores do estudo, juntamente com Andre Salata (PUCRS). O estudo também revela que no contexto de famílias com rendimentos inferiores a R$ 275 per capita, um dos grupos mais afetados são as crianças de até cinco anos, mostrando a preocupante situação de vulnerabilidade econômica na primeira infância.
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