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Como foi possível nos transformarmos em uma sociedade urbana com cidades tão precárias? Como romper este dramático ciclo de mortes, perdas e dor que atinge quase exclusivamente a população vulnerável, pobre e negra dos bairros precários? Com estas questões, Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, coordenador nacional do Observatório das Metrópoles, reflete sobre o desafio de reconciliar as nossas cidades com o projeto de Nação, tornando-as espaços que assegurem a reprodução da vida biológica e social do povo. A defesa e a construção de um amplo programa de Reforma Urbana são urgentes. Neste sentido, Anderson Kazuo Nakano, pesquisador do Núcleo São Paulo, defende que a luta pela reforma urbana precisa ocorrer também no plano da micropolítica, ou seja, na produção de subjetividades e na formação do desejo no campo social. Assim, "evitaremos os espaços urbanos de morte e criaremos espaços urbanos para, mais do que viver, conviver".
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