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O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma organização hierarquizada em níveis de complexidade crescente, de acordo com a esfera de governo. Aos municípios cabe a implementação das ações de saúde, a partir de estratégias regionalizadas de planejamento e gestão. A regionalização é uma ferramenta de articulação fundamental para o sistema, pois considera características geográficas, fluxo de demanda, perfil epidemiológico, oferta de serviços e, acima de tudo, a vontade política dos municípios de estabelecerem relações cooperativas. A partir da situação do Rio Grande do Norte (RN), pesquisadores do Núcleo Natal refletem sobre a operacionalização desse instrumento de gestão no contexto da pandemia. Conforme a análise, no caso do RN há dificuldade na operacionalização das pactuações, resultando no esvaziamento da regionalização em sua funcionalidade. Nesse sentido, as dificuldades para a efetivação de redes na regionalização, aliadas à insuficiência de infraestrutura e planejamento, dificultam o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde.
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