A Copa do Mundo e os interesses das empresas transnacionais

Dentre as várias dimensões referentes à análise da “Copa do Mundo de 2014”, está aquela que diz respeito à atuação das grandes empresas transnacionais – parceiras da FIFA no financiamento do megaevento. São empresas cujas atividades e estratégias ultrapassam as fronteiras dos países onde as mesmas surgiram, assim, sua atuação alcança, na maioria das vezes, a escala planetária.

O conhecimento dessa rede de financiadores da FIFA pode ser visto como um poderoso elemento de compreensão de como se travam as disputas e os interesses por novos nichos de mercado para tais empresas ou pelo aprofundamento de sua atuação em outros mercados.

Os interesses dessas empresas vão desde a divulgação de suas logomarcas diretamente relacionadas à natureza da competição, como aquelas de material esportivo, até outras que denotam uma certa inversão de valores quando se prioriza o esporte como sinônimo de vida saudável. Nesse particular é notável o exemplo de empresas de alimentação cujos produtos são comprovadamente inimigos dos princípios da correta alimentação, ou ainda interesses que podem subverter regras nacionalmente estabelecidas como aquela da proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios.

Assim, tentando contribuir para a clareza dos interesses que envolvem a Copa do Mundo e, para muito além do futebol como atividade esportiva, é que se organiza o presente texto que, embora sucinto, procura esclarecer o leitor acerca das relações econômicas que permeiam esse megaevento. Em primeiro lugar, destaca-se a hierarquização feita pela FIFA de seus financiadores, denominados de: parceiros, patrocinadores internacionais e apoiadores nacionais (FIFA Partners, FIFA World Cup Sponsors and National Supporters).

A diferenciação entre eles, com base nas informações da FIFA é apresentada a seguir:

Site oficial da Fifa: http://pt.fifa.com/aboutfifa/organisation/marketing/sponsorship/strategy.html

Grupo 1 – Parceiros: composto por seis empresas para as quais a FIFA concede um abrangente pacote de publicidade global, bem como os direitos de marketing e de promoção relacionadas a todas as atividades e todas as competições da entidade.

Grupo 2 – Patrocinadores: composto por até oito empresas para as quais a FIFA concede um pacote menos abrangente que o primeiro, mas também relativo a todas as atividades e competições da entidade, incluindo a Copa das Confederações.

Grupo 3 – Apoiadores nacionais: composto de, no máximo, seis empresas para as quais a FIFA concede um pacote de publicidade, direitos e promoção de marketing, tanto para a Copa do Mundo como para a Copa das Confederações, porém, restrito ao território nacional. É composto por empresas com “raízes nacionais” e que favorecem as relações com o mercado nacional.

Copa em Discussão

O texto “A Copa do Mundo e os interesses das empresas transnacionais”, de autoria de Olga Firkowski, professora do Departamento de Geografia da UFPR, e Gleyton R. da Silva, graduando em Geografia na UFPR, foi publicado no boletim eletrônico Copa em Discussão – uma iniciativa do Núcleo Curitiba do Observatório das Metrópoles, do Projeto de Extensão Cidade em Debate e do LaDiMe (Laboratório de Dinâmicas Metropolitanas do Departamento de Geografia da UFPR.
O boletim é um meio de divulgação das ações relativas ao desenvolvimento do projeto “Metropolização e Megaeventos”, coordenado pelo INCT Observatório das Metrópoles e financiado pela FINEP.

Para ler o texto completo de Olga Firkowski e Gleyton R. da Silva, e conhecer o boletim Copa em Discussão acesse aqui.

 

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