Revista IHU: A Copa da FIFA e o conflito público/privado

Capa Revista Humanitas Unisinos

A edição nº 422 da Revista do Instituto Humanitas Unisinos traz como destaque o tema “Queremos o futebol de volta! Copa do Mundo – Para quem e para quê?” que conta com a participação de Christian Russau, Laura Burocco, Paulo Roberto Rodrigues Soares, Marcelo Kunrath Silva, Francisco Xavier Freire Rodrigues, Magnólia Said e Édison Gastaldo.

A revista IHU On-Line é uma publicação semanal do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio do Sinos – Unisinos, no Rio Grande do Sul. O periódico é destinado à publicação de entrevistas e, porventura, artigos que abordem de maneira transdisciplinar os grandes debates da contemporaneidade. Desde 2001, a revista já dedicou edições à antropologia, biologia, ciências da religião, economia, filosofia, sociologia, teologia e muitas outras. A IHU On-Line busca encarar o mundo com realismo e esperança, propondo-se a ser um espaço aberto para a discussão e disseminação de conhecimento.

 

Edição nº 422 – Queremos o futebol de volta!

Veja os destaques da nova edição da Revista Humanita Unisinos.

O jornalista e cientista político alemão Christian Russau, que defende um futebol sem o controle da FIFA, relata a experiência da Alemanha como país sede da Copa de 2006 e os impactos do evento para o país. É dele a frase “Queremos o futebol de volta!” que dá título à edição desta semana da IHU On-Line.

Laura Burocco, pesquisadora em Políticas Urbanas e Desenvolvimento, trata da Copa de 2010, que mostrou ao mundo uma falsa integração nacional na África do Sul, nação que ainda hoje enfrenta as consequências do apartheid. Laura e Christian também assinam artigos no livro Copa para quem e para quê? Um olhar sobre os legados dos mundiais no Brasil, África do Sul e Alemanha, publicado em maio de 2014 pela Fundação Heinrich Böll Brasil.

Paulo Soares, professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, aborda o modelo de políticas de mobilidade urbana adotado na atualidade no Brasil e a privatização do futebol.

Marcelo Kunrath, do Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFRGS, ao tratar das manifestações contra a Copa, destaca que os movimentos reivindicatórios podem não ter ligação com uma piora das condições de trabalho e de vida, como supõe o senso comum, e sim o contrário: a melhoria das condições incentiva a busca por mais conquistas sociais.

Francisco Xavier Freire Rodrigues, professor da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, destaca os legados intangíveis e os intercâmbios culturais com os povos indígenas como possíveis grandes marcos simbólicos da Copa de 2014 no Norte e Centro-Oeste.

A ativista social e advogada Magnólia Said analisa as intervenções realizadas pelos governos nas cidades nordestinas dentro do planejamento ao Mundial e a alegada carência de recursos para políticas de enfrentamento aos problemas sociais. Ela denuncia o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes nas cidades-sede da Copa do Mundo.

Por fim, Édison Gastaldo, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ, analisa o modelo comercial de gestão do futebol e o processo de aburguesamento dos estádios, o qual reserva às classes populares o direito de acompanhar os jogos apenas pela televisão.

Complementam esta edição mais três entrevistas.

O filósofo e economista Édil Guedes, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG e da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE, de Belo Horizonte, discute a economia na obra de Karl Marx enquanto sistema da representação, tema do seu livro recentemente publicado pela Editora Unisinos.

Gláucia Campregher, professora de economia da UFRGS, trata da internet como ferramenta para compreensão e, ao mesmo tempo, de formação da economia pós-capitalista. Já o filólogo chileno Alfonso de Toro, da Universidade de Leipzig, Alemanha, descreve as características da pós-modernidade, destacando o que ela conserva e supera na compreensão do humano.

A nova edição traz ainda a resenha do livro Pesquisa participativa, emancipação e (des)colonialidade, de Telmo Adams e Danilo Streck, que pesquisaram o Centro de Formação Irmã Araújo – Cefuria, de Curitiba/PR, apresentada por Caroline Lisian Gasparoni e Luciane Rocha Ferreira.

Acesse a edição nº 422 da Revista Humanitas Unisinos.

 

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