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As notícias recentes sobre as disputas e reações das milícias no Rio de Janeiro exacerbam o cenário de domínio dos grupos armados sobre os territórios da cidade, especialmente aqueles onde vivem as camadas populares empobrecidas. Para Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, coordenador nacional do Observatório das Metrópoles, esse "processo de decomposição do braço esquerdo do Estado brasileiro é observado de longe pelas frações rentistas ligadas às finanças e ao extrativismo agropecuário modernizado, que buscam fortalecer o braço direito do Estado, muitas vezes à custa do abandono das maiorias empobrecidas em termos de trabalho, direitos e bens públicos". Segundo Ribeiro, a sociedade hegemônica brasileira, de maneira cínica, tolera a coexistência do legal e ilegal, formal e informal, lícito e ilícito, desde que seus interesses permaneçam intactos. Confira o texto e as contribuições do INCT Observatório das Metrópoles no âmbito da Rede Ilegalismos e a Produção da Cidade.
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