Como os padrões e os impactos da segregação socioespacial se articulam com as desigualdades raciais na sociedade brasileira? O artigo “Cada qual no seu quadrado”. Segregação socioespacial e desigualdades raciais na Salvador contemporânea busca elucidar essa questão a partir dos dados do Censo, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e de algumas pesquisas empíricas realizadas na capital baiana.

Publicado na edição nº 142 de setembro de 2021 da EURE – Revista de Estudios Urbano Regionales, o texto foi escrito por Inaiá Carvalho (UFBA) e Rafael Arantes (UFBA), ambos do Observatório das Metrópoles Núcleo Salvador.

O artigo analisa como os padrões de segregação se articulam com as desigualdades raciais e como a concentração de moradores pobres e majoritariamente negros em áreas homogêneas, precárias e desassistidas agrava a sua despossessão e a sua vulnerabilidade, ressaltando que a apropriação diferenciada do território urbano também contribui para a persistência e para o agravamento das desigualdades raciais no Brasil.

Além da introdução, o trabalho abrange uma segunda parte sobre os padrões socioeconômicos e raciais de segregação que prevalecem em Salvador e uma terceira sobre os impactos desses padrões, à qual se seguem algumas observações finais.

Pelourinho, Salvador (BA). Foto: Márcio Filho – MTUR.

Confira o resumo do artigo:

Este texto discute como os padrões e os impactos da segregação socioespacial se articulam com as desigualdades raciais na sociedade brasileira, com base em dados dos Censos demográficos, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e de algumas pesquisas empíricas realizadas em Salvador, capital do estado da Bahia, que constitui atualmente a quarta maior cidade do país e onde os negros representam a absoluta maioria da população. Para tanto ele se reporta inicialmente à questão da segregação e do denominado “efeito território”, abordando a literatura sobre esses fenômenos e sobre o seu desenvolvimento. Analisa, a seguir, como os padrões de segregação se articulam com as desigualdades raciais e como a concentração de moradores pobres e majoritariamente negros em áreas homogêneas, precárias e desassistidas agrava a sua despossessão e a sua vulnerabilidade, ressaltando que a apropriação diferenciada do território urbano também contribui para a persistência e para o agravamento das desigualdades raciais no Brasil.

Palavras-chave: segregação; desigualdade social; vulnerabilidade.

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