A cidade que acorda e a cidade que dorme

O ensaio fotográfico “A cidade que acorda e a cidade que dorme” é um dos destaques da edição nº 33 da Revista e-metropolis. Produzido por Ana Lúcia Rodrigues, Pollyana Machiavelli e Priscila de Almeida Souza, o ensaio aborda a invisibilidade da população em situação de rua na cidade de Maringá, situada na região Norte do estado do Paraná.

Segundo as autoras, o objetivo foi enfatizar a apropriação do espaço público maringaense pelos “sem-teto”, ressaltando a diferença de paisagem noturna e diurna produzida pelos mutuários. A cidade que acorda não é a mesma cidade que dorme. Expulsa dos espaços privados do mercado imobiliário, essa parcela da população ocupa os espaços públicos, mas sua presença na paisagem urbana é contestada todo tempo. A invisibilidade torna-se uma constante devido aos diversos esforços governamentais e institucionais em removê-los para outros lugares.

“O grupo torna-se invisível para a população também, o contraste é nítido; a apropriação do passeio por um grupo que tem seu momento de lazer está ao lado de outro grupo que usa a calçada como colchão. No Brasil, a questão da habitação emerge na discussão da luta de classes, principalmente no que diz respeito aos habitantes, que, pela falta de opção, ocupam as mais diversas áreas insalubres e perigosas. No entanto, essa é apenas uma vertente da segregação e discriminação do espaço urbano resultante de fatores econômicos, sociais e culturais. O Direito à Cidade, tão debatido por Henry Lefebvre, parece não ser o mesmo para todos”, argumentam as autoras.

Veja o ensaio completo “A cidade que acordo e a cidade que dorme” no site da Revista e-metropolis.

 

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