O Observatório UniLaSalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas divulgou dois novos estudos sobre a situação das mulheres no Rio Grande do Sul em 2025. Os documentos, o 10º Boletim Especial Mulheres no Mercado de Trabalho e o Boletim Especial Indicadores de Violência contra as Mulheres, trazem um panorama atualizado das desigualdades de gênero no estado e reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à equidade e à proteção das mulheres.
Os materiais foram produzidos pela equipe do Observatório UniLaSalle, que inclui Estelamaris de Barros Dihl, Paula Pinhal de Carlos e Rute Henrique da Silva Ferreira, sob a coordenação de Moisés Waismann, que também é pesquisador do Núcleo Porto Alegre do INCT Observatório das Metrópoles.

Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil).
Mulheres seguem em desvantagem no mercado de trabalho
Segundo o boletim sobre trabalho, as mulheres representam 45% da população ocupada no Rio Grande do Sul, totalizando 2,645 milhões de trabalhadoras no 3º trimestre de 2025.

Apesar da presença expressiva, persistem desigualdades relevantes:
- Taxa de desocupação feminina: 4,8% no estado, superior à masculina (3,4%).
- Porto Alegre: desemprego entre mulheres chega a 6,4%.
- Rendimento médio mensal:
- Mulheres: R$ 3.157
- Homens: R$ 4.240
O estudo indica que, embora haja crescimento da participação feminina, as trabalhadoras continuam enfrentando maior desemprego e menor remuneração. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, mesmo com salários mais elevados, a desigualdade permanece: mulheres recebem, em média, R$ 4.778, enquanto homens chegam a R$ 6.432.
Mais de 52 mil ocorrências de violência contra mulheres em 2025
O boletim sobre violência registra 52.711 ocorrências de crimes contra mulheres no Rio Grande do Sul em 2025.

A distribuição dos casos revela:
- Ameaças: 31.558 ocorrências (59,9%)
- Lesões corporais: 18.455 (35%)
- Estupros: 2.354 (4,5%)
- Feminicídios consumados: 80
- Tentativas de feminicídio: 264
Os meses de janeiro e dezembro concentraram os maiores volumes, cada um com cerca de 10% dos registros anuais. Um dado particularmente preocupante é o aumento de 10% nos feminicídios consumados em relação a 2024, evidenciando a gravidade do cenário.
Os boletins destacam que a produção e divulgação sistemática desses indicadores buscam ampliar o debate público e apoiar gestores, setor produtivo e sociedade civil na formulação de políticas de igualdade e segurança.
Acesse os estudos completos:














