Peculiaridades históricas da escravidão em Curitiba

Peculiaridades históricas da escravidão em Curitiba

Neste artigo Antônio Domingos Araújo Cunha analisa a participação dos escravos afrodescendentes na economia local da Região Metropolitana de Curitiba, no estado do Paraná. O trabalho trata do processo emancipatório afrodescendente em Curitiba, na medida em que os escravos foram sendo absorvidos e reinseridos em um novo contexto social de liberdade, apontando para a ressocialização e retomada da cidadania, na questão de direitos e liberdades individuais e a inserção e participação local desse grupo na formação do município, buscando destacar essa situação como atípica dentro do panorama nacional.

Introdução

O séc. XVII tornou-se o marco da escravidão negra no Paraná, num cenário que desmantelou a Economia do Estado, especialmente em locais como Paranaguá e Curitiba, a segunda eleita capital da província em 1854, e que imprimiu mudanças na população, ao contrário do restante do Brasil, provocadas pelo ciclo do gado, erva-mate, madeira e do falso surto da mineração. Daí a originalidade deste trabalho, que procura mostrar aspectos não concorrentes com a história da escravidão no Brasil.

Vale dizer que a história da escravidão começou prematuramente no sul do país, não tendo em sua raiz o aliciamento de afrodescendentes, mas de silvícolas, isso porque o Paraná já era habitado por índios dos grupos tupi, caigangues e jês, sendo o último já extinto muito antes do descobrimento do Brasil, no séc. XV. Procura-se, para tanto, demonstrar alguns documentos históricos, que configuram fontes objetivas de análise, para que o leitor entenda a inserção da etnia em foco, no contexto urbano, seu espalhamento, bem como perceba o seu caráter distinto na história do país, visto que em outros estados brasileiros a escravidão se deu de maneira muito mais intensa, embora a participação paranaense no comércio negreiro não ficasse descartada, pois o Porto de Paranaguá viria a ser um dos principais embarcadouros do país, no período em que a proibição dos escravos teria sido formalizada em 1826.

Da mesma forma, procura-se um escopo teórico capaz de alicerçar a hipótese de pesquisa, ou seja, a razão pela qual os negros não são de maneira tão contundente referenciados historicamente na literatura local e nacional, e nem tão pouco na cenografia representada pelos equipamentos urbanos de Curitiba que homenageiam as etnias, focando a objetividade histórica.

Para ler a versão completa do artigo “Peculiaridades históricas e jurídicas sobre os antecedentes e perspectivas da escravidão negra nos arredores da capital do estado do Paraná (RMC*) – BR”, acesse a edição nº 11 da Revista e-metropolis aqui.

 

Última modificação em 20-02-2013 

 

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