Reestruturação Produtiva e mercado de trabalho nas Metrópoles

O objetivo principal da tese de André de Oliveira Mourthé, pesquisador do Observatório das Metrópoles, foi analisar os impactos da reconfiguração das atividades econômicas sobre os mercados de trabalho das metrópoles de Belo Horizonte e Salvador, no período 1995 a 2007. Os principais resultado obtidos pela pesquisa sinalizam que as ocupações industriais nas duas metrópoles não se reduziram, ou seja, essas regiões não passaram por um processo de desindustrialização, e que a terceirização não foi muito significativa no período. Foi constatado também que o grupo ocupacional moderno se expandiu acima dos demais grupos, indicando uma melhora qualitativa relevante nesses dois mercados de trabalho, com impactos positivos sobre a redução da desigualdade de renda. Por fim, a “modernização” do mercado de trabalho ocorreu mais significativamente no setor de serviços para as duas regiões metropolitanas.

Confira o resumo da Tese de André Mourthé:

O objetivo principal desta tese á analisar os impactos da reconfiguração das atividades econômicas sobre os mercados de trabalho das metrópoles de Belo Horizonte e Salvador, no período 1995 a 2007. A hipótese que permeia este trabalho é a de que as atuais transformações econômicas – reestruturação produtiva, novas tecnologias, rápido desenvolvimento das finanças, desenvolvimento de políticas públicas mais “favoráveis ao mercado”, em geral todas incorporadas no conceito de “globalização”, acarretam a desindustrialização ou terciarização, além do crescimento da informalidade, dos mercados de trabalho das metrópoles, principalmente dos países desenvolvidos, segundo Sassen (1997), Mingione (1998) e outros. Denominada como a hipótese da “cidade global”, essa pressupõe maior polarização das qualificações e rendas nos mercados de trabalho metropolitanos. A metodologia utilizada permitiu reclassificar as ocupações em três grupos (moderno, tradicional articulado ao moderno e o tradicional) e viabilizou o cruzamento desses grupos com os setores de atividade econômica (Dedecca, 1998). Utilizando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE), foi possível identificar se o processo de terceirização empresarial, bem como o do setor público, acarretaram uma nova composição de mercado de trabalho, agora não mais pautada pela dicotomia moderno/tradicional, ou formal/informal, dada a existência do grupo tradicional articulado produtivamente ao moderno. Os principais resultados obtidos sinalizam que as ocupações industriais nas duas metrópoles não se reduziram, ou seja, essas regiões não passaram por um processo de desindustrialização, e que a terceirização não foi muito significativa no período. Destaca-se, ainda, que o grupo ocupacional moderno se expandiu acima dos demais grupos, indicando uma melhora qualitativa relevante nesses dois mercados de trabalho, com impactos positivos sobre a redução da desigualdade de renda. Por fim, a “modernização” do mercado de trabalho ocorreu mais significativamente no setor de serviços para as duas regiões metropolitanas.

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Escrito por Observatório|Última atualização em Qua, 04 de Agosto de 2010 18:39

 

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