Revista e-metropolis n° 38: Economia popular e solidária no Brasil urbano

Está disponível o número 38 da revista eletrônica de estudos urbanos e regionais e-metropolis! Publicada trimestralmente pelo Observatório das Metrópoles, a revista tem como objetivo suscitar o debate e incentivar a importância da difusão e divulgação científica do campo dos estudos urbanos e regionais.

As edições da e-metropolis mantêm uma estrutura composta por duas partes. Na primeira, encontram-se os artigos estrito senso, que iniciam com um artigo de capa, no qual um especialista convidado aborda um tema relativo ao planejamento urbano e regional e suas interfaces, seguido dos artigos submetidos ao corpo editorial da revista e aprovados por pareceristas, conforme o formato blind-review.

Já a segunda parte é composta, em geral, por uma entrevista, por resenhas de obras recém-lançadas (livros e filmes), pela seção especial – que traz a ideia de um texto mais livre e ensaístico sobre temas que tangenciem as questões urbanas – e, finalmente, pelo ensaio fotográfico, que faz pensar sobre as questões do presente da cidade por meio de imagens fotográficas.

Nesta edição, o artigo de capa é de autoria de Luciana Corrêa do Lago, professora titular aposentada do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ) e coordenadora da linha de pesquisa Economia Social e Solidária do Observatório das Metrópoles. No artigo “Economia popular e solidária no Brasil urbano: as políticas e suas pesquisas“, Luciana examina duas pesquisas quantitativas promovidas nos anos 2000 pela Secretaria Nacional de Economia Solidária do Governo Federal e pelo Núcleo de Solidariedade Técnica (SOLTEC) da UFRJ, que mapearam e qualificaram práticas de economia popular no Brasil. O texto fornece subsídios para desvendar a complexidade da economia popular e, assim, aclarar a imbricação entre os empreendimentos populares – solidários ou individuais – e as práticas cotidianas de reprodução das famílias dos trabalhadores. Clique aqui para acessar o artigo.

A seguir, o texto “Disputa pelo espaço público em Belo Horizonte: a Praça e a Praia da Estação” de Jansen Lemos Faria, utiliza-se dos processos ocorridos em Belo Horizonte (MG) que culminaram nas manifestações da “Praia da Estação”, realizadas a partir de 2010, para discutir os usos e apropriações dos espaços públicos e a participação social na produção do espaço urbano. Clique aqui para acessar o artigo.

Já o artigo “A configuração socioespacial do litoral norte do estado do rio grande do sul: fluxos migratórios e urbanização difusa“, escrito por Amanda Cabette e Tânia Strohaecker, realiza uma análise da configuração socioespacial de municípios do litoral norte do Rio Grande do Sul, a partir de uma articulação entre dinâmica demográfica, em especial os fluxos migratórios, e produção imobiliária. Clique aqui para acessar o artigo.

No artigo “Evolução da estrutura sócio-ocupacional de metrópoles latino-americanas: São Paulo e Cidade do México (2005-2015)“, Diogo David de Matos elege a variável ocupação como unidade de análise do estudo comparado desenvolvido no âmbito latino-americano. Clique aqui para acessar o artigo.

Em seguida, o texto de Vivian Souza Soares e José Moreira da Silva, “Transformações na Comunicação no espaço urbano na Cidade de São Paulo: análises da lei cidade limpa“, analisa as relações entre o espaço urbano e as novas linguagens advindas do universo publicitário após a Lei da Cidade Limpa (2006), que alterou a regulação da publicidade urbana na cidade de São Paulo. Clique aqui para acessar o artigo.

O último artigo desta edição, “Análise do tempo de viagem de casa ao local de trabalho dos brasileiros considerando as cinco regiões do país“, de autoria de Claudio Cavalcante Blanco, Patrícia Tavares das Neves e Cláudio da Rocha Conde, faz uma análise do tempo gasto no deslocamento casa-trabalho em todos os 5.565 municípios do país, utilizando-se de dados do IBGE e de medidas de localização, especialização e concentração para identificação e avaliação de fenômenos sociais. Clique aqui para acessar o artigo.

A segunda parte da revista contém a resenha intitulada “A beleza ordinária da vida” de Ana Paula Alves Ribeiro. O texto reflete sobre Temporada, filme de André Novais Oliveira, que aborda a questões de raça e representação do negro, servindo como ponto de partida também para uma reflexão sobre a dinâmica das políticas urbanas e sanitárias nas cidades, principalmente em suas periferias metropolitanas. Clique aqui para acessar.

Já a seção especial é ocupada pelo texto “Processos urbanos emergentes: colagens e justaposições entre arquitetura e paisagem“, de Lívia Paula Zanelli de Morais. No texto, a autora mobiliza registros fotográficos produzidos nos arredores da fazenda Olhos d’Água, em Ribeirão Preto (SP), para refletir sobre a necessidade de formulação de novas terminologias para pensar paisagens urbanas que se estendem para além das cidades. Clique aqui para acessar.

Por fim, o ensaio fotográfico “Cidades (in)visíveis“, de autoria de Alice Saute Leitão, Gabriela Luiza Viana Mendes, Silvia Cristina dos Reis e Thais de Almeida Gonçalves, busca representar aspectos de uma espécie de “estética da fragmentação urbana”, fragmentação essa advinda das consequências da globalização do capitalismo e de seus efeitos socioespaciais. Clique aqui para acessar.

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