Com o objetivo de divulgar os produtos parciais produzidos no âmbito de suas pesquisas, o Observatório das Metrópoles tem produzido a publicação Textos para Discussão (TD). Esta semana lançamos o décimo segundo TD, intitulado “Smart cities: iniciativas em oposição à visão neoliberal“.

Elaborado por Teresa Cristina M. Mendes, pesquisadora do Observatório das Metrópoles, o texto traz exemplos de iniciativas de smart cities com uma visão mais inclusiva da revolução digital. O pressuposto principal dessas alternativas ao modelo neoliberal de planejamento urbano, que utilizam a referência smart city, é de que todos os habitantes devem participar da gestão da cidade e usufruir dos bens e serviços por ela oferecidos.

Várias são as iniciativas espalhadas pelo mundo que vêm tentando lidar com as amarras das Big Techs (embora concentradas no hemisfério Norte, especialmente Europa, EUA e Canadá), no que tange à implantação das Smart Cities, principalmente originárias de administrações municipais progressistas (sendo Barcelona um dos casos mais emblemáticos), pontua a autora.

A pesquisadora destaca, no entanto, que as experiências bem-sucedidas encontradas estão distantes da realidade de países com elevada desigualdade socioeconômica, como o Brasil. Segundo Mendes:

Isto significa que o trabalho a ser feito passa necessariamente pela redução desta desigualdade, já que sem inclusão digital torna-se praticamente impossível, no redesenho do espaço urbano, gerar e se apropriar de todos os benefícios que as novas tecnologias podem propiciar à população (e que são inúmeros) de forma inclusiva e democrática.

Um dos casos destacados no texto é a iniciativa City Data Commons, implementada em Barcelona. Com o objetivo de promover novas abordagens cooperativas para solução dos problemas urbanos, o projeto consiste em fazer avançar um novo pacto social sobre os dados advindos da digitalização da cidade, que devem ser tratados como um bem comum dos habitantes, em contraponto ao modelo de apropriação privada e geração de lucro das grandes empresas de tecnologia.

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Palavras-Chave: smart city; smart cities; tecnologias de informação e comunicação; TICs; planejamento urbano; inclusão digital.