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Artigo de Paula Santos Menezes, pesquisadora do Laboratoire Aménagement Economie Transports (França), analisa as desigualdades de acesso (ao emprego, à mobilidade, a condições de alojamento para teletrabalho) resultantes da pandemia na França. A autora argumenta que estas desigualdades de acesso podem ser relacionadas com futuras desigualdades em relação à renda e à vulnerabilidade social, visto que elas se acumulam a desigualdades pré-existentes à pandemia. Mesmo diante de medidas governamentais, a forte degradação da renda das famílias e o desemprego, combinados a uma constante privatização da saúde e do transporte, poderá gerar um cenário de maior vulnerabilidade e miséria dos grupos mais pobres. Segundo Menezes, o teletrabalho e o desemprego técnico parecem ser uma solução apenas parcial a problemas de renda mínima, de garantia de emprego e de diminuição das desigualdades de mobilidade, mas não consistem em uma resposta forte aos problemas que estão por vir.
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