O Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou no início de abril o Observatório COVID-19, que tem como objetivo o desenvolvimento de análises integradas, tecnologias, propostas e soluções para enfrentamento da pandemia por COVID-19 pelo SUS e a sociedade brasileira. 

A iniciativa está estruturada de forma colaborativa, permitindo que as iniciativas e os trabalhos já desenvolvidos nos diversos laboratórios, grupos de pesquisas e setores da Fiocruz, no âmbito de suas competências e expertises, desenvolvam suas atividades de forma ágil, em redes de cooperações internas e externas, para a produção e divulgação de materiais para o enfrentamento da pandemia.

O observatório está organizado em quatro grandes eixos:

  1. Cenários Epidemiológicos;
  2. Medidas de Controle e Organização dos Serviços e Sistemas de Saúde;
  3. Qualidade do Cuidado, Segurança do Paciente e Saúde do Trabalhador;
  4. Impactos Sociais da Pandemia.

Dentre os documentos divulgados, está a nota técnica Limites e possibilidades dos municípios brasileiros para o enfrentamento dos casos graves de COVID-19, que, na perspectiva de monitoramento da estrutura hospitalar frente à pandemia, visa contribuir no sentido de identificar a disponibilidade de equipamentos importantes para a provisão de cuidados a pacientes que requeiram estabilização em quadros graves, para além dos leitos de UTI e respiradores/ventiladores, além de identificar um conjunto de municípios inicialmente aptos para o atendimento hospitalar de pacientes com COVID-19.

Outro documento é o relatório Estimativa de risco de espalhamento da COVID-19 nos estados brasileiros e avaliação da vulnerabilidade socioeconômica nos municípios, que analisa o risco de disseminação da COVID-19 para os municípios brasileiros decorrente da presença de transmissão sustentada em sete centros urbanos: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Brasília e Manaus. O relatório faz também a identificação dos municípios com alta vulnerabilidade social e maior contingente de população idosa.

Também estão sendo divulgados os boletins estaduais Risco de espalhamento da COVID-19 e avaliação da vulnerabilidade socioeconômica por estado, já com três edições no mês de abril. Os boletins atualizam a análise de padrão de disseminação da COVID-19 por UF em dois cenários: manutenção da restrição de mobilidade e retorno aos padrões normais. Também identificam municípios com alta vulnerabilidade social, maior contingente de população idosa, e disponibilidade de leitos por macrorregião de saúde.

Por fim, está disponível o Monitora COVID-19, um sistema que agrupa e cruza dados sobre o coronavírus no Brasil e no mundo. A partir de gráficos e mapas, a ferramenta online permite monitorar a pandemia e sua tendência por estados e municípios brasileiros, e fazer comparações com países que estão em estágios mais avançados da epidemia. Confira!