Revista e-metropolis no ar

Na última terça-feira (25.05) aconteceu o lançamento da Revista Eletrônica e-metropolis, publicação trimestral editada por alunos de pós-graduação de programas vinculados ao Observatório das Metrópoles. Esta edição especial do boletim traz na íntegra o conteúdo da revista, que seguirá sempre a mesma estrutura: uma composição que abrange um tema principal, tratado por um especialista convidado, artigos que podem ser de cunho científico ou opinativo, entrevistas com profissionais que tratem da governança urbana, bem como resenhas de publicações que abordem os diversos aspectos do estudo das metrópoles e que possam representar material de interesse ao nosso público leitor.

Este primeiro número da revista e-metropolis é composto, excepcionalmente ¹, por artigos e resenhas selecionados dentre aqueles já publicados no portal do Observatório das Metrópoles ou que foram enviados para o Cadernos Metrópoles², aos quais se soma um texto do pesquisador do Observatório, Orlando Alves dos Santos Junior, bem como uma entrevista com o coordenador nacional do Observatório das Metrópoles, Luiz Cesar Queiroz Ribeiro.

Assim, abrimos a revista com as considerações a respeito da participação popular na elaboração dos Planos Diretores Urbanos, seus limites e possibilidades, desenvolvidas pelo pesquisador do Observatório das Metrópoles e professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Orlando Alves dos Santos Junior. Em seu texto, são apresentados diferentes paradigmas definidores de políticas urbanas que atravessam e guiam a concepção dos Planos Diretores, bem como são propostas estratégias que possam responder ao desafio de lidar com tais questões.
Podemos estabelecer um diálogo entre este primeiro texto e o artigo seguinte, de Flávia Brasil e Luiza Queiroz, que se debruçam sobre a região metropolitana de Belo Horizonte para analisar a configuração do seu Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano, ponderando, a partir de sua instituição, as conseqüências na participação popular e nas discussões concernentes aos rumos metropolitanos.
Luís Mendes, calcando-se no domínio da geografia urbana, analisa a contribuição do antropólogo urbano Neil Smith no que tange às operações de requalificação metropolitanas a partir dos anos setenta e a conseqüente gentrificação de diversas áreas das grandes cidades, enquanto Rodrigo de Moraes Rosa se detém sobre um aspecto menos palpável, mas nem por isso menos importante, das cidades contemporâneas: a sociabilidade. Partindo da modernidade e de seus valores que transformaram radicalmente a vida em conjunto nos grandes centros, o autor constitui um olhar abrangente sobre este amplo panorama, para, em seguida, aterrissar no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, buscando reconhecer ali os sinais da construção desta nova forma de convívio que mistura aspectos por vezes conflitantes entre o social e o individual, o público e o privado, o sujeito histórico e o contemporâneo.
Em uma abrangente entrevista, o coordenador nacional do Observatório das Metrópoles, Luiz Cesar Queiroz Ribeiro, analisa a experiência do Observatório constituído como Instituto do Milênio, destacando o papel de sua vasta e diversificada equipe, que possibilita a constituição de uma pesquisa em rede que busca detectar as similitudes e as diferenças entre as dinâmicas sociais, políticas e econômicas das metrópoles brasileiras. O pesquisador traça, ainda, as perspectivas de trabalho futuras para o Observatório e fala da criação da Revista e-metropolis, destacando essa iniciativa como mais um passo na direção da divulgação plena do conhecimento, que é uma das metas do programa seguido pelo Observatório das Metrópoles.
Finalmente, nas duas resenhas que fecham esta edição, temos um texto de Georg Simmel intitulado ‘Como es possible la sociedad’, apresentado pela doutoranda Eliana Kuster, e a professora Olga Firkowski tratando das análises metropolitanas a partir do livro ‘Politique et metropole: une comparaison internationale’, de V. Hoffmann-Martinot e J. Sellers.
Nós, editores da e-metropolis, desejamos que a leitura deste primeiro número seja, para aqueles que se interessam sobre as diversas facetas das cidades contemporâneas, tão interessante e proveitosa quanto foi para nós todo o percurso de sua concepção à sua concretização. Esperamos que este seja mais um passo rumo à consolidação de nosso objetivo de democratizar o acesso e a divulgação do conhecimento acadêmico.
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